Dimensionamento de Barramentos
o erro que custa caro (e aquece muito)
Hoje o tema é sóbre os barramentos e o seu dimensionamento.
Dimensionar um barramento não é “somar correntes e escolher cobre”.
É engenharia.
Um barramento mal dimensionado pode causar:
? Sobreaquecimento
⚡ Esforços eletrodinâmicos perigosos em curto-circuito
? Redução da vida útil do quadro
? Custos desnecessários por sobredimensionamento
5 fatores que NUNCA podem ser ignorados:
1️ - Corrente nominal real (In)
Não é apenas a soma das correntes dos disjuntores.
Aplica-se o fator de diversidade (RDF) da IEC 61439.
Exemplo:
6–9 circuitos → RDF ≈ 0,7
2️ - Icw – Corrente de curto-circuito admissível
O barramento deve suportar esforços térmicos e dinâmicos (normalmente 1s).
3️ - Temperatura ambiente
35°C não é o mesmo que 45°C.
Cada aumento implica derating.
4 - Grau de proteção IP
Quanto maior o IP, menor dissipação térmica.
IP > 31 = redução da corrente admissível.
5 - Posição da barra
Instalar “em cutelo” (edgewise) melhora a convecção.
Instalar “deitada” exige derating (~0,8 em muitos casos).
⚠ Regra de ouro:
Nunca subdimensionar.
Mas também não sobre-dimensionar sem critério.
O equilíbrio entre segurança, norma e otimização de cobre é o que diferencia montagem básica de engenharia bem feita.
Quem trabalha com quadros sabe:
o barramento é o “coração térmico” do sistema.
Já encontraste casos de barramentos sobreaquecidos em campo? ?



